Ultrassonografia: Mitos e Verdades

Publicado em 30/06/2017 11:41h

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Ultrassonografia: Mitos e Verdades

Ansiedade é um sentimento que acompanha todas as gestantes durante os nove meses que antecedem o parto. E um dos momentos mais esperados é a ultrassonografia, pois é quando a mamãe tem certeza de que está tudo bem com seu bebê. Com objetivo de desvendar alguns mistérios sobre este exame, o obstetra e especialista em Medicina Fetal do Alta Excelência Diagnóstica, Dr. Jurandir Passos, esclarece as cinco dúvidas mais comuns que surgem ao longo da gestação.

1 – Comer chocolate faz o bebê se mexer?
Segundo o especialista, quando a gestante está há muitas horas sem se alimentar, o bebê pode apresentar diminuição de sua movimentação. Em alguns exames, como o perfil biofísico fetal e a cardiotocografia, a movimentação fetal é um fator determinante para que a avaliação seja feita de forma adequada. “Quando a criança não se movimenta, pode haver erros de interpretação por parte do médico, levando-o a aferir que o feto não está bem. Muitas vezes o problema é com a mãe, que se encontra em jejum prolongado”, explica.

É aí que entra o chocolate. “Por ser uma fonte rápida de glicose e também conter um certo poder estimulador, o chocolate ajuda a melhorar a movimentação fetal se a causa realmente for o jejum materno”, diz Dr. Passos.

2 – Quando a mamãe está muito acima do peso, isso dificulta o exame?
Como o próprio nome diz, o ultrassom se baseia na transmissão do som. Qualquer barreira à sua propagação pode influenciar na qualidade da imagem obtida. “Não só o excesso de gordura, mas também o edema ocasionado pela gestação e cicatriz abdominal, como a de plástica de barriga (abdominoplastia) podem interferir na realização do exame”, afirma o médico do laboratório Alta. Outro fator que pode dificultar a avaliação ultrassonográfica é a diminuição do volume de líquido amniótico que fica ao redor do bebê. “Quanto menor a quantidade, maior a dificuldade para realização do exame. A hidratação materna tem um papel importante nesse volume, pois o líquido é trocado cerca de 8 vezes ao dia”, explica.

3 – Há época certa para realizar o exame de Ultrassom 3D?
O ultrassom 3D pode ser realizado a qualquer momento, desde o início da gestação até o seu final. A questão, conforme esclarece Dr. Passos, é que no início da gravidez só é possível avaliar a gestação como um todo, obtendo imagem de “corpo inteiro” do feto, o que vai sendo dificultado à medida que a gestação avança. “A partir do 2º trimestre gestacional, só conseguimos fazer imagens de partes do feto, como rosto, mãos, pés, genitália, etc. Para a visualização da face fetal com os contornos de um bebe ao nascimento, o ideal é que o exame seja realizado entre a 26ª e a 30ª semanas, período no qual a face fetal já tem musculatura e gordura para dar um contorno bonito, tirando aquela impressão de uma face de contorno ósseo quando feito antes dessa época.

4 – Fazer muitas ultrassonografias ao logo da gestação prejudicam o desenvolvimento do bebê?
Não há impedimentos para realização da ultrassonografia na gestação. É considerado um método seguro sem efeitos colaterais importantes para o feto.

5 – A realização do exame de ultrassom pela via transvaginal é contraindicada para gestantes? Corre-se o risco de provocar abortamento?
A ultrassonografia pela via transvaginal é a mais indicada para a avaliação da gestação inicial. Ela permite se observar detalhes que seriam muito difíceis de serem obtidos pela via abdominal, principalmente naquelas pacientes em que o útero é retrovertido (virado para trás), pois através da via abdominal haverá interposição de alças intestinais o que impede a obtenção de imagens adequadas. Uma forma de se minimizar essa interposição de alças é pedir para a paciente encher a bexiga, o que acaba sendo um incômodo desnecessário, já que pela via transvaginal a bexiga deve ser esvaziada.

Outra função da ultrassonografia transvaginal ao longo da gravidez é a avaliação do colo uterino e, assim, calcular os riscos de um parto prematuro.

“Ela só tem contraindicação relativa nos casos em que a implantação da placenta é muito baixa, momento no qual o médico precisa ter muito cuidado ou utilizar outras vias de avaliação, como a transretal ou a transperineal. Portanto, a ultrassonografia pela via transvaginal pode ser realizada sim, quando está bem indicada.

Fonte: saudebusiness.com

Laboratório Borborema - Medicina Diagnóstica