H1N1: Vacinação da gripe é antecipada

Publicado em 26/04/2017 11:17h

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H1N1: Vacinação da gripe é antecipada

O Ministério da Saúde decidiu antecipar a campanha de vacinação contra a gripe para a primeira quinzena de abril deste ano. Ao contrário de 2016, quando o maior número de registros foi do H1N1, neste ano a maior circulação tem sido do tipo H3N2, aponta a presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBI), Isabella Ballalai. De acordo com a médica, a antecipação do calendário é uma medida acertada, já que no ano passado os casos surigiram antes do esperado, o que provocou uma corrida pelas vacinas.

A especialista explica que tanto o H1N1 como o H3N2 são tipos de influenza, portanto não existe um novo vírus em circulação no Brasil. Segundo ela, as variações são igualmente graves. “Não tem mais grave e nem menos grave. Por isso que as vacinas são tri ou quadrivalentes procurando proteger de três ou quatro tipos de influenza que circulam entre nós”, disse.

 

Antecipação

Segundo Isabella, a melhor época para a imunização é justamente o outono. “O ideal seria vacinar sempre em março e abril. A gente já tem casos graves, já tem óbitos e  precisa vacinar”, disse. A antecipação evita ainda a falta de vacinas, o que costuma ocorrer quando há surtos como o de 2016. "Se vai ser grave, se vai ser igual ao ano passado a gente não tem como dizer. Prevenção a gente faz independente de surto, a gente se vacina para não ter surto. É isso que o governo está fazendo”, diz. Ela lembra que a vacina demora, pelo menos, de duas a três semanas para proteger quem for imunizado.

 

Campanha

A mobilização em 2017 começará um pouco mais cedo em relação ao ano passado, tendo início na próxima segunda-feira (17) e se estendendo até o dia 26 de maio. No período, o Ministério da Saúde estima que 54,2 milhões de pessoas serão vacinadas em todo o país. Uma das metas é atingir 90% da população considerada de risco para complicações por gripe.

A vacina protege contra os três principais tipos de vírus que circularam em 2016 e tem duração de um ano. O ministério ressalta que as reações adversas são leves e que a única contraindicação é para pessoas alérgicas a ovo.

 

Fonte: Agência Brasil

Laboratório Borborema - Medicina Diagnóstica